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Expansão econômica metropolitana depende da diversificação dos setores produtivos

03 de abril de 2017

Para conhecer a capacidade de oferta de empregos de cada município da Região Metropolitana, e as formas de alavancar e dinamizar sua economia, a equipe de Expansão Econômica do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro analisou o perfil econômico e as características de cada uma das 21 cidades. A ideia é entender e indicar quais setores possuem mais chances de crescimento, uma vez que, apesar de ter características heterogêneas e de ser a segunda maior economia metropolitana do Brasil e de todo o Hemisfério Sul, a Região, por muito tempo, esteve voltada para um único setor, o de petróleo.

O oeste metropolitano, por exemplo, que compreende as cidades de Japeri, Queimados, Itaguaí, Seropédica, Paracambi e parte do Rio de Janeiro, se destaca pelos seus distritos industriais, além de ter uma rede estruturada de infraestrutura logística e de complexos portuários.

Na Baixada Fluminense, Nova Iguaçu e Duque de Caxias tem potencial em atividades de confecção, têxtil, malharia e vestuário, assim como em São João de Meriti e Nilópolis, onde será necessário um planejamento de recuperação dessas atividades econômicas que já foram fortes por ali.

Há regiões cujos perfis já estão definidos, aguardando apenas consolidação, como gasquímico e petroquímico em Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Rio de Janeiro e São Gonçalo; naval em Niterói e São Gonçalo; cosmético e fármaco, em Nova Iguaçu. Em todos esses municípios o setor de alimentos e bebidas também aparece em destaque.

O turismo no Rio de Janeiro, porta de entrada de viagens de lazer no Brasil, pode ser ampliado para a Região Metropolitana, levando os visitantes ao turismo rural em Guapimirim, Rio Bonito, Tanguá e Cachoeiras de Macacu.

Tecnologia e desenvolvimento

Os setores industriais também se sobressaem na Região Metropolitana, como o da saúde, por exemplo, devido ao potencial acadêmico e de pesquisa instalado, com uma das melhores infraestruturas do país: três parques tecnológicos, 19 incubadoras, 19 universidades, 26 institutos de pesquisa e desenvolvimento e a maior concentração de PhDs por habitante (50 por 100.000). Destaque para o primeiro Parque Biotecnológico da América Latina (BIORIO), criado em 1986, e para o Parque Tecnológico da UFRJ, criado em 2003, e que reúne players internacionais.

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