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Integração entre os municípios é tema de oficina regional do PDUI-RMRJ em Guapimirim

26 de outubro de 2016

Elaboração e proposição de cenários para a criação de políticas públicas de integração entre os municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro foram o tema central da oficina regional do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI-RMRJ) na última quarta-feira, 19 de outubro, na unidade da Faetec, em Guapimirim. O evento contou com a participação de representantes dos municípios de Magé, Cachoeiras de Macacu e Guapimirim. e foi a primeira de uma série de oficinas territoriais que ocorrerão nesta segunda etapa do Plano Estratégico.

A sociedade civil foi representada por membros da Agenda 21 Magé, Tecno Arte, Guapi nos Trilhos, Conselho da Mulher, Projeto Metrozinho, dentre outras. Também participaram representantes da Câmara Metropolitana, do Consórcio Quanta-Lerner, além de integrantes de concessionárias e do poder público dos três municípios.

“A ideia desta nova etapa de oficinas é podermos desenhar propostas para vencer o cenário adverso que existe hoje na Região Metropolitana do Rio. Nós precisamos gerar mais emprego no entorno metropolitano, e isso ficou evidente na 1ª etapa do Plano. Por mais que queiramos um metrô de superfície aqui na região, por exemplo, só a distância para a capital dará pelo menos uma hora de viagem. Não dá para imaginar a maior parte da população descendo para a capital, mas para isso temos que reforçar esse papel do emprego em toda a área metropolitana”, apontou o superintendente da Câmara Metropolitana, Luiz Firmino, ao abrir o evento.

Para o especialista em participação do PDUI-RMRJ, Pedro Strozenberg, o município de Guapimirim precisa aprofundar o diálogo com as cidades vizinhas, de modo a aprofundar a integração das políticas intermunicipais: “Nós fizemos uma escolha metodológica ao escolher esses três municípios. Sabemos que Magé, Guapimirim e Cachoeiras de Macacu possuem muitas semelhanças, e também diferenças, mas o que a gente quer pensar é o conjunto da região, com suas especificidades e assim descobrir quais iniciativas que devem ser protagonizadas para compor políticas públicas com os outros 18 municípios da Região Metropolitana”, explicou.

Após a apresentação, os convidados foram separados em grupos para discutir propostas sobre três questões: Como o grupo enxerga os três municípios em foco dentro da Região Metropolitana do Rio? Quais são suas principais potencialidades e desafios? E quais os cenários para o futuro? As oficinas buscam conscientizar os moradores do seu papel como cidadãos metropolitanos e provocá-los a pensar na sua inserção na metrópole, além dos cenários desejados para a concretização da Visão de Futuro apresentada.

Para a representante do primeiro grupo, Vânia Portela, da Agenda 21 Guapimirim, os três territórios tem vocações turísticas, ecológicas e agrícolas, além de uma grande potencialidade hídrica. “Nessas cidades, que possuem muitas áreas de conservação, o que sobra para o crescimento? Guapimirim não precisa de grandes empresas. Nós não temos por onde crescer. Nossa área urbana é muito pequena. A população atual já degrada os recursos naturais que existem por aqui, se vamos ter 79% de unidades de conservação, temos que ter um Plano de Conservação da cidade”, cobrou.

Os grupos de discussão cobraram maior valorização dos três municípios como forma de qualificar a integração com a RMRJ

Os grupos de discussão cobraram maior valorização dos três municípios como forma de qualificar a integração com a RMRJ

O segundo grupo, representado por Sidney Miranda, do Movimento Sociopolítico Guapi da Gente, pediu maior poder de decisão por parte dos municípios menores da Região Metropolitana na execução das propostas. “O importante de unir os três municípios é que podemos criar uma organização maior na hora de tomada de decisões na Câmara Metropolitana, quando sabemos que a cidade do Rio de Janeiro contempla de uma hegemonia forte no território da metrópole”.

A integração voltou a ser valorizada, desta vez pelo Grupo 03, representados por Nair Cabral, da Prefeitura de Magé. “Apesar de estarmos geograficamente dentro de cada cidade, simbolicamente nós ainda não fazemos parte delas. A maioria das pessoas acordam para trabalhar no desenvolvimento de outros municípios. Precisamos fortalecer o nosso local, e assim pensar posteriormente no restante da região de forma integrada”.

Depois de passar por oito municípios na primeira etapa, as equipes da Câmara Metropolitana e do Consórcio Quanta-Lerner chegarão a seis outras unidades da RMRJ até o fim do ano. Após a oficina regional de Guapimirim, no dia 19, ainda ocorrerão em novembro oficinas em Maricá, São João de Meriti, Itaboraí e Seropédica, e assim levarão o processo participativo aos 21 municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

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